O que é necessário para ser professor de inglês?

abril 21, 2011 1 comentário

Muitas pessoas chegam até o blog da S&D Inglês Personalizado através da seguinte pesquisa no google: “O que é necessário para dar aulas de inglês?” ou “Posso dar aulas de inglês com FCE?”  ou até mesmo “Que certificado é preciso ter para dar aulas de inglês?”.

Diante dessas perguntas eu decidi escrever esse post para falar um pouco sobre o que é necessário para ser um professor de inglês.

Primeiramente, é necessário esclarecer alguns mitos sobre professores de inglês. Vou falar sobre os dois mais comuns:

Eu morei muitos anos fora do país e falo inglês fluentemente. Isso me qualifica para dar aulas?

Não! Falar uma língua fluentemente não qualifica ninguém para dar aulas da mesma. Eu conheço centenas de falantes de português que falam muito bem o idioma, mas que não possuem a menor condição técnica de ensinar o idioma para alguém.

 É possível dar aulas de inglês sem ter morado fora do país?

Sim, definitivamente! Conheço pessoas que nunca viajaram para nenhum país de língua inglesa, mas são extremamente proficientes no idioma. Além de terem uma formação técnica e pedagógica excelente. Eu mesmo só morei em um país de língua inglesa depois de ter dado aulas de inglês por 10 anos, depois de já ter graduação em Letras (português e inglês), ter feito uma pós graduação em ensino de língua inglesa e tradução, ter sido aprovado nos testes FCE, CAE e CPE  (testes que medem a competência lingüística de falantes não nativos de inglês) da universidade de Cambridge da Inglaterra e ter sido aprovado no TKT (certificado da universidade de Cambridge que mede o conhecimento pedagógico de professores de inglês). Além de ter feito vários outros cursos para professores de inglês.

O que então é necessário para ser um bom professor de inglês?

Basicamente, um bom professor de inglês deve possuir uma boa formação lingüística, cultural e pedagógica.  É muito comum encontramos 2 extremos. Pessoas que estão dando aulas, pois moraram fora do país por algum tempo então conseguem falar inglês fluentemente. E no outro extremo temos pessoas que estão dando aulas, pois são graduadas em Letras e apesar de terem um bom conhecimento pedagógico não dominam o idioma.

Vamos analisar os dois casos:

1- No primeiro temos um professor que sabe falar a língua, mas que não tem conhecimento algum sobre ensino – aprendizagem, diferentes métodos, abordagens, processo de aquisição de línguas, fatores psicológicos envolvidos no processo no ensino – aprendizagem de línguas, inteligências múltiplas etc… Em outras palavras, temos um professor que provavelmente será contratado por alguma escola e reproduzirá o método da mesma sem muita reflexão sobre suas ações. O que chamaria de “professor papagaio”. Afinal, ele não tem conhecimento técnico suficiente para analisar e julgar as vantagens e desvantagens de cada escolha pedagógica feita em sala de aula. Por isso não me espanta que algumas escolas de idiomas tenham manuais passo a passo que o professor deve seguir na hora de ensinar. Nesse tipo de ambiente o professor não tem praticamente nenhuma autonomia pedagógica na hora de tomar suas decisões. A escola já tomou para ele, então a sua única função é reproduzir aquilo. Não se leva em consideração as características de aprendizagem individuais de cada aluno. Todos devem se encaixar no mesmo método!

2- No segundo caso temos um professor que na maioria das vezes sabe o que está fazendo e onde que chegar com cada decisão, pois tem uma boa base pedagógica. Porém, não domina a própria língua que está ensinando e isso fará com que o aluno tenha várias defasagens na sua formação como falante daquele idioma. Afinal, ter um professor que possua uma ótimo domínio do idioma ensinado é algo fundamental. Devemos nos lembrar que a maior parte dos alunos tem como referência principal o inglês de seus professores.

O que podemos concluir é que o professor de inglês ideal é aquele que apresenta  a combinação dos dois elementos citados acima, ou seja, alta competência linguística e uma formação pedagógica solida! Além é claro, de um bom conhecimento cultural!

Na realidade, a maior parte das pessoas que começam na profissão se encaixam na primeira ou segunda categoria. Contudo, todos que realmente escolhem esse caminho devem se dedicar para se tornarem professores de inglês no sentido amplo da palavra.

Infelizmente, o que vemos no Brasil são pessoas que dão aulas de inglês como uma forma de ganhar um dinheiro para pagarem suas faculdades de direito, administração de empresa etc… ou como forma de complementar a renda, ou seja, trabalham em empresas durante o dia e dão aulas de inglês a noite. Pessoas com esse perfil tendem a não levar a profissão a sério, pois ser professor de inglês para eles é algo apenas temporário.

Enquanto a mentalidade de alguns donos de escolas de idiomas não mudar sempre existirá esse tipo de profissional. Um circulo vicioso: paga-se pouco, ensina-se mal, aprende-se nada. Essa é talvez a razão principal por sermos o país com mais escolas de inglês do mundo e ainda assim termos um número de falantes de inglês  tão baixo.

Manifesto pela educação! Todos tem a ganhar!

dezembro 4, 2010 2 comentários
A professora Renata Gazola nos convidou a participar do Manifesto pela Educação. Se você não sabe o que é e como funciona, aqui vai uma breve explicação de como isso começou:
Alessandro, do blog English Experts criou uma campanha-manifesto para interligar os blogs educacionais do país.

A iniciativa é super interessante, o Alessandro indicou a Ângela, do Basic Idea e a Ângela indicou a teacher Renata Ganzola e ela nos indicou e é por isso que estamos aqui fazendo a nossa parte com o maior prazer.

Pedimos que vocês visitem, comentem, se inscrevam no feeds, se inscrevam para receber atualizações via email, salvem nos favoritos, divulguem para amigos, twittem, mandem por email…etc… A idéia é movimentar os blogs e cada vez mais disseminar conhecimento, pois conhecimento não tem contra-indicação e nunca é bastante!

Segue a lista com alguns dos blogueiros participantes, assim como alguns que estou indicando:

Convido a participar:

Teacher Fernanda Nunes: Simple Classroom Activities

Para finalizar, convido você a assistir o vídeo abaixo, pois acho que ele reflete bem a importância da educação, das inteligências múltiplas e acima de tudo do conhecimento na vida de cada um de nós!
CategoriasDicas Diversas

Dica de inglês básico – Where are you from?

outubro 16, 2010 3 comentários

Nesse vídeo você verá várias pessoas respondendo a pergunta “Where are you from?”.  Essa é uma das primeiras perguntas que os alunos aprendem nos cursos de inglês. Lembre-se que a idéia dessa pergunta é “De onde você vem? ou De onde você é?“.

  • Assim que você ouvir a pessoa responder a pergunta feita pelo entrevistador, pause o vídeo e tente responder da onde ele/ela vem.
  • Caso não consiga da primeira vez ouça novamente.
  • Logo em seguida aparecerá na tela um mapa mostrando de onde aquela pessoa vem. A partir dos 3:23 do vídeo você poderá assistir com as legendas em inglês.

Quantas  perguntas  você conseguiu responder corretamente antes de ver a resposta correta?

Dica inglês básico – The Alphabet (Exercício com vídeo)

outubro 16, 2010 Deixe um comentário

Essa dica é para você que está começando a estudar inglês.  Assista o vídeo e ouça várias pessoas falando o alfabeto em inglês e soletrando seus nomes.

  • Você vai ouvir 12 pessoas soletrando seus primeiros nomes/sobrenomes.
  • Ouça de uma a três vezes cada uma delas e tente escrever o nomes e sobrenomes em um pedaço de papel.
  • Caso não consiga entender todos não há problema. Assista novamente o vídeo a partir dos 2:22 com a legenda em inglês para conferir suas respostas e entender os nomes que você não conseguiu compreender nas tentativas anteriores.

Agora que você já conferiu suas respostas tente responder as duas perguntas abaixo:

  • Qual foi a pergunta feita pelos entrevistadores pedindo para que as pessoas soletrassem seus nomes?
  • Você conhece alguma outra pergunta que também pode ser usada para pedir para alguém soletrar o seu nome?

 

 

CategoriasFala, Vídeos

O papel do “listening” no aprendizado do inglês

outubro 15, 2010 1 comentário

É interessante perceber como os alunos de cursos de línguas subestimam a importância de ouvir. Se pararmos por alguns instantes para refletir nos benefícios de ouvir a língua estudada, veremos que o papel que o listening desempenha vai muito além de simplesmente ouvir e completar as lacunas do exercício do livro do curso de inglês.

Convido você a observar como um bebê aprende sua primeira língua e ver que lições podemos aprender e implementar no processo de aprendizagem de uma língua estrangeira. Geralmente os bebês começam a produzir algum som por volta de um ano de idade. Esses sons então se tornam sílabas, palavras e finalmente frases. Mas é importante observar que antes de começar a produzir aqueles primeiros sons os bebês ouvem a língua que vão falar por cerca de um ano.

Geralmente as primeiras sílabas produzidas estão relacionadas com as palavras    papai e mamãe, pois com certeza essas foram as palavras que eles mais ouviram  durante aquele período. Perceba que os bebês não começam falando mamãe e  papai  por acaso. O que eles falam é porque já ouviram e essa é uma lição muito  importante. Pense comigo: tudo que você fala em português um dia já ouviu.  Afinal,  não ficamos inventando palavras novas. Pessoas surdas, por exemplo,  não falam e  isso ocorre pelo fato de não ouvirem. Mais uma vez a pergunta que fica é: como falar algo que nunca se ouviu?

Agora pense em como isso pode afetar seu aprendizado de uma língua estrangeira. Para falar inglês primeiro você precisa conhecer a palavra e isso só ocorre através da leitura (reading) e compreensão oral (listening). Perceba como ouvir e ler está relacionado com falar. Portanto, se quer aumentar o vocabulário, melhorar a fluência leia e ouça mais! O contato constante com a língua é crucial para você aprende – lá.  Veja que crianças que crescem ouvindo pessoas que falam um português considerado “errado” com certeza falarão errado. Já as que crescem ouvindo pessoas que falam um português considerado mais “correto” com certeza falarão um português considerado mais correto. Isso mostra como o contato com a língua é fundamental para você incorporá-la. Seja em sua forma culta ou coloquial.

Contudo, é importante deixar claro que não é simplesmente começar a ouvir de forma aleatória. É fundamental que você tenha contato com o inglês falado, mas com níveis de dificuldades graduais. Por exemplo, não será muito produtivo para um aluno básico assistir um filme em inglês feito para nativos, pois esse terá uma grande gama de vocabulário, expressões, gírias e sotaques que ao invés de o ajudarem irão deixá-lo ainda mais confuso e frustrado por não entender quase nada. É claro que sempre você aprenderá algo novo assistindo um filme ou ouvindo uma música, mas a experiência não será tão produtiva e útil como ouvir algo elaborado para o seu nível.

Procure sites na internet que tragam exercícios de listening apropriados para o seu nível atual. Com certeza você irá encontrar vários. Lembre-se que uma grande parte do seu aprendizado depende só de você!

How do you say… in English? Expressões em inglês

outubro 12, 2010 Deixe um comentário

Nesse vídeo veremos algumas expressões muito interessantes em inglês!

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Palavras usadas para descrever pessoas

outubro 11, 2010 Deixe um comentário

Costeletas – sideburns

Elvis Presley was really famous for his sideburns. (Elvis Presley era famoso por suas costeletas.)

Cavanhaque – Goatee

The criminal was tall and had a goatee. (O criminoso era alto e tinha cavanhaque.)

Espinhas - Pimples

He started having pimples at the age of 13. (Ele começou ter espinhas com a idade de 13 anos.)

 

Careca – Bald

He’s too young to be going bald. (Ele é muito novo para estar ficando careca.)

Cabelo grisalho - Gray hair

She’s sixty years old and she doesn’t have gray hair. (Ela tem sessenta anos e não tem cabelo grisalho.)

Bigode – Mustache

They all think that he looks better with a mustache. (Todos acham que ele fica melhor de bigode.)

Pinta - Beauty Mark

Some people believe that Marilyn Monroe’s beauty mark wasn’t real. (Algumas pessoas acreditam que a pinta da Marilyn Monroe não era real.)

Franja – Bangs

She used to have bangs when she was a little girl. (Ela tinha franjas quando era criança.)

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Further x Farther

outubro 11, 2010 Deixe um comentário

A dica de hoje é sobre duas palavrinhas que podem ser facilmente confundidas: Further x Farther.

Se estamos falando sobre distância tanto further como farther podem ser usados.

Exemplo: São Paulo is farther/further from here. – São Paulo é mais distante/longe  daqui.

Further também pode ser usado com o sentido de  ”Additional”, “Extra” ou “More advanced”.  Farther não é usado com esse sentido.

Exemplo: For further information, see page 150. – Para maiores informações, veja a página 150.

Enquete do mês – American x British

outubro 7, 2010 Deixe um comentário
CategoriasDicas Diversas

Falando sobre sua personalidade em uma entrevista de emprego em inglês

outubro 7, 2010 Deixe um comentário
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